
Nossa história
Mais de 20 anos levando saúde aos povos indígenas
Onde tudo começou com uma caminhada. E se transformou em uma missão de cuidar.
Em 2002, um grupo de amigos, em sua maioria médicos, chegou ao Pico da Neblina, no Amazonas, para uma caminhada em meio à natureza. A viagem, porém, tomou um novo rumo.

Durante a expedição, o grupo teve a oportunidade de conhecer uma comunidade Yanomami e entrar em contato com uma realidade muito diferente daquela que conhecia. O encontro despertou uma pergunta que mudaria para sempre o caminho daqueles médicos: como contribuir para que a saúde também chegasse a quem vive em lugares onde o acesso é tão difícil?
De volta, o grupo procurou as instituições responsáveis pela saúde indígena para compreender a realidade do atendimento na região e descobrir de que forma poderia contribuir de maneira efetiva, responsável e integrada às estruturas já existentes.
Foi assim que, em 2003, nasceu oficialmente a Expedicionários da Saúde (EDS), uma organização de saúde sem fins lucrativos formada inicialmente por médicos voluntários.
O que começou como uma caminhada pela Amazônia se transformou em um compromisso permanente com a vida.

Saúde onde o acesso é um desafio
Ao longo de mais de duas décadas, a EDS desenvolveu conhecimento, experiência e capacidade operacional para levar atendimento médico especializado, principalmente cirúrgico, gratuitamente a povos indígenas que vivem em regiões remotas e de difícil acesso da Amazônia.
As antigas caminhadas deram lugar às expedições de saúde. E foi desse movimento que nasceu o Programa Operando na Amazônia, iniciativa que leva equipes multiprofissionais, estrutura hospitalar e atendimento especializado para regiões onde o acesso aos serviços de saúde é limitado pelas grandes distâncias e pelos desafios logísticos da floresta.
Cada expedição é resultado de meses de planejamento, mobilização e parceria. Médicos, enfermeiros, profissionais de saúde, logística, comunicação e voluntários trabalham juntos para fazer a saúde chegar mais longe.
Mas chegar não é suficiente. É preciso chegar com respeito, escuta, excelência e responsabilidade, reconhecendo os diferentes povos, culturas e modos de vida que fazem parte da Amazônia.

Cuidar da vida. Preservar a floresta.
Para a EDS, cuidar da saúde e cuidar da floresta são compromissos que caminham juntos.
Por isso, buscamos desenvolver soluções que ampliem o acesso à medicina especializada e que possam contribuir para um modelo de atenção à saúde adaptado à realidade das regiões remotas da Amazônia.
Nossa atuação combina medicina especializada, principalmente cirurgia, inovação, tecnologia, formação, colaboração e articulação com instituições e organizações que já atuam nos territórios.
Mais do que realizar atendimentos, queremos contribuir para fortalecer uma rede de cuidado capaz de permanecer e se desenvolver para além de cada expedição.










