
Como atuamos
Levar saúde onde chegar é um desafio
Na Amazônia, distância significa muito mais do que quilômetros.
Para muitos povos indígenas, acessar atendimento médico especializado envolve rios, longos deslocamentos e desafios logísticos.
É nesse cenário que atuamos há mais de duas décadas: levando saúde especializada, principalmente cirúrgica, a povos indígenas que vivem em regiões remotas e de difícil acesso da Amazônia.
São diferentes povos, culturas, línguas e territórios. Cada um com sua realidade e suas necessidades.
Nosso propósito é um só:
Cuidar dos Guardiões da Floresta.
Um hospital que vai até onde a saúde precisa chegar
Para levar atendimento especializado aos povos indígenas a EDS desenvolveu o Centro Cirúrgico Móvel.
Uma tecnologia social pioneira no Brasil, criada com a participação de engenheiros voluntários e preparada para funcionar em diferentes regiões da Amazônia.

Mas nem sempre foi assim, a evolução do nosso hospital foi ganhando melhores tecnologias e espaços ao longo dos anos.



A estrutura permite realizar cirurgias oftalmológicas, cirurgias gerais e pequenos procedimentos, além de oferecer suporte para o pré e pós-operatório. Tudo com segurança, qualidade e adaptado às condições de cada território.
A distância não pode ser uma barreira para cuidar da vida.
Um hospital inteiro em movimento
O Centro Cirúrgico faz parte do Complexo Hospitalar Móvel da EDS, uma estrutura completa montada a cada expedição de acordo com as necessidades do território.






O complexo reúne espaços para:
- Atendimento médico e odontológico
- Exames
- Triagem
- Farmácia
- Pré e pós-operatório
- Fábrica de óculos
- Cozinha
- Alojamentos
- Apoio aos pacientes e equipes
A estrutura conta ainda com sistemas móveis de energia, água e demais recursos necessários para funcionar em regiões remotas.
Tecnologia feita para a Amazônia
Levar um hospital para dentro da floresta exige mais do que equipamentos médicos. Exige engenharia, planejamento, inovação e conhecimento do território.
Por isso, o Centro Cirúrgico Móvel possui uma estrutura modular que facilita o transporte, a montagem e a desmontagem, além de soluções que melhoram a eficiência e o conforto térmico em condições de calor intenso.
Para nós, inovação é encontrar novas formas de fazer a saúde chegar mais longe.

Antes de chegar, é preciso escutar
Uma expedição começa muito antes da equipe chegar.
A EDS realiza um trabalho de planejamento e diálogo com comunidades e lideranças indígenas, profissionais de saúde, instituições parceiras e órgãos responsáveis pela saúde indígena.
Antes de cada expedição, uma equipe realiza uma viagem precursora para conhecer o território, entender suas características, identificar demandas e preparar tudo o que será necessário para o atendimento.
Cada expedição começa com escuta.



Depois, começa a corrida contra o tempo
Para cada expedição, são mobilizadas mais de 20 toneladas de equipamentos, medicamentos, insumos e estruturas.
Tudo precisa chegar ao destino. Por terra, água e, quando necessário, pelo ar.
A equipe de logística trabalha para transportar e montar o Complexo Hospitalar, preparar equipamentos, organizar medicamentos e garantir que toda a estrutura esteja funcionando antes da chegada dos profissionais e voluntários.
Quando a equipe chega, tudo precisa estar pronto para cuidar.






E então, a saúde chega
Pacientes de diferentes comunidades percorrem rios e caminhos para chegar ao local da expedição.
O primeiro passo é a triagem: um momento de acolhimento, escuta e avaliação das necessidades de cada pessoa.
A partir daí, os pacientes são encaminhados para consultas, exames, procedimentos, cirurgias e acompanhamento. Cada atendimento é pensado para oferecer cuidado do começo ao fim.
Por trás de cada atendimento, existe uma história
Uma expedição não é feita apenas de números. É feita de pessoas, encontros e histórias.
De quem volta a enxergar depois de uma cirurgia. De quem consegue realizar um exame importante. De quem finalmente encontra tratamento para uma condição que há anos impacta sua vida.
Por isso, cada detalhe importa: o atendimento, a alimentação, o alojamento, o pré e pós-operatório, a escuta e o acolhimento. Tudo começa e termina com quem está ali para ser cuidado.

Uma semana em campo. Meses de preparação.
Em média, uma expedição permanece cerca de sete dias em campo. Mas o trabalho começa muito antes e continua depois.
Após os atendimentos, a EDS avalia os resultados e o impacto da ação, desmonta a estrutura e inicia o retorno dos equipamentos. Os aprendizados e as necessidades identificadas ajudam a orientar os próximos passos.
Porque, quando uma expedição termina, outra começa a ser planejada.
Além das expedições médico-cirúrgicas, a EDS também desenvolve iniciativas como Floresta em Movimento, Sorrisos da Floresta e Saúde da Mulher, ampliando o cuidado de acordo com as necessidades dos territórios.
Um movimento que não para
Planejar. Escutar. Chegar. Cuidar.
Há mais de duas décadas, a EDS transforma logística em acesso, tecnologia em cuidado e voluntariado em ação. Seguimos levando saúde a quem vive onde chegar é um desafio.
Porque, para nós:
Servir saúde. Cuidar da vida. Preservar a floresta.
