Nossa atuação

Como atuamos

Levar saúde onde chegar é um desafio

Na Amazônia, distância significa muito mais do que quilômetros.

Para muitos povos indígenas, acessar atendimento médico especializado envolve rios, longos deslocamentos e desafios logísticos.

É nesse cenário que atuamos há mais de duas décadas: levando saúde especializada, principalmente cirúrgica, a povos indígenas que vivem em regiões remotas e de difícil acesso da Amazônia.

São diferentes povos, culturas, línguas e territórios. Cada um com sua realidade e suas necessidades.

Nosso propósito é um só:

Cuidar dos Guardiões da Floresta.

Centro Cirúrgico Móvel

Um hospital que vai até onde a saúde precisa chegar

Para levar atendimento especializado aos povos indígenas a EDS desenvolveu o Centro Cirúrgico Móvel.

Uma tecnologia social pioneira no Brasil, criada com a participação de engenheiros voluntários e preparada para funcionar em diferentes regiões da Amazônia.

Vista aérea do Complexo Hospitalar Móvel da EDS, com o logo da EDS sobre a tenda principal
O hospital da EDS hoje

Mas nem sempre foi assim, a evolução do nosso hospital foi ganhando melhores tecnologias e espaços ao longo dos anos.

Estrutura do Centro Cirúrgico Móvel sendo montada sob cobertura de palha
Vista aérea do Complexo Hospitalar Móvel montado na comunidade
Vista aérea das tendas do Complexo Hospitalar Móvel

A estrutura permite realizar cirurgias oftalmológicas, cirurgias gerais e pequenos procedimentos, além de oferecer suporte para o pré e pós-operatório. Tudo com segurança, qualidade e adaptado às condições de cada território.

A distância não pode ser uma barreira para cuidar da vida.

Um hospital inteiro em movimento

O Centro Cirúrgico faz parte do Complexo Hospitalar Móvel da EDS, uma estrutura completa montada a cada expedição de acordo com as necessidades do território.

Montagem do Complexo Hospitalar Móvel na 58ª Expedição
Equipe de logística monta a estrutura na 58ª Expedição
Montagem das tendas do hospital de campanha na 58ª Expedição
Estrutura metálica do hospital móvel em montagem
Voluntários montam o Complexo Hospitalar Móvel
Montagem da estrutura na Ilha Michiles, 58ª Expedição

O complexo reúne espaços para:

  • Atendimento médico e odontológico
  • Exames
  • Triagem
  • Farmácia
  • Pré e pós-operatório
  • Fábrica de óculos
  • Cozinha
  • Alojamentos
  • Apoio aos pacientes e equipes

A estrutura conta ainda com sistemas móveis de energia, água e demais recursos necessários para funcionar em regiões remotas.

Tecnologia feita para a Amazônia

Levar um hospital para dentro da floresta exige mais do que equipamentos médicos. Exige engenharia, planejamento, inovação e conhecimento do território.

Por isso, o Centro Cirúrgico Móvel possui uma estrutura modular que facilita o transporte, a montagem e a desmontagem, além de soluções que melhoram a eficiência e o conforto térmico em condições de calor intenso.

Para nós, inovação é encontrar novas formas de fazer a saúde chegar mais longe.

Estrutura metálica em arco do Centro Cirúrgico Móvel
A estrutura modular do Centro Cirúrgico Móvel.
01
A jornada de uma expedição

Antes de chegar, é preciso escutar

Uma expedição começa muito antes da equipe chegar.

A EDS realiza um trabalho de planejamento e diálogo com comunidades e lideranças indígenas, profissionais de saúde, instituições parceiras e órgãos responsáveis pela saúde indígena.

Antes de cada expedição, uma equipe realiza uma viagem precursora para conhecer o território, entender suas características, identificar demandas e preparar tudo o que será necessário para o atendimento.

Cada expedição começa com escuta.

Voluntária da EDS examina os olhos de uma paciente
Voluntárias preparam o piso de uma tenda do hospital móvel
Conversa com a comunidade antes dos atendimentos
02
A jornada de uma expedição

Depois, começa a corrida contra o tempo

Para cada expedição, são mobilizadas mais de 20 toneladas de equipamentos, medicamentos, insumos e estruturas.

Tudo precisa chegar ao destino. Por terra, água e, quando necessário, pelo ar.

A equipe de logística trabalha para transportar e montar o Complexo Hospitalar, preparar equipamentos, organizar medicamentos e garantir que toda a estrutura esteja funcionando antes da chegada dos profissionais e voluntários.

Quando a equipe chega, tudo precisa estar pronto para cuidar.

+20 tde equipamentos, medicamentos, insumos e estruturas por expedição
7 diasem campo, em média, a cada expedição
+20 anoslevando saúde especializada à Amazônia
Trator e gerador desembarcam de uma balsa
Voluntários carregam caixas de equipamentos na beira do rio
Transporte de equipamentos da expedição
Equipe de logística em trabalho na expedição
Carga da expedição sendo movimentada
Equipamentos e estruturas chegando ao local da expedição
03
A jornada de uma expedição

E então, a saúde chega

Pacientes de diferentes comunidades percorrem rios e caminhos para chegar ao local da expedição.

O primeiro passo é a triagem: um momento de acolhimento, escuta e avaliação das necessidades de cada pessoa.

A partir daí, os pacientes são encaminhados para consultas, exames, procedimentos, cirurgias e acompanhamento. Cada atendimento é pensado para oferecer cuidado do começo ao fim.

04
A jornada de uma expedição

Por trás de cada atendimento, existe uma história

Uma expedição não é feita apenas de números. É feita de pessoas, encontros e histórias.

De quem volta a enxergar depois de uma cirurgia. De quem consegue realizar um exame importante. De quem finalmente encontra tratamento para uma condição que há anos impacta sua vida.

Por isso, cada detalhe importa: o atendimento, a alimentação, o alojamento, o pré e pós-operatório, a escuta e o acolhimento. Tudo começa e termina com quem está ali para ser cuidado.

Daniele, voluntária da EDS, em depoimento sobre a expedição
05
A jornada de uma expedição

Uma semana em campo. Meses de preparação.

Em média, uma expedição permanece cerca de sete dias em campo. Mas o trabalho começa muito antes e continua depois.

Após os atendimentos, a EDS avalia os resultados e o impacto da ação, desmonta a estrutura e inicia o retorno dos equipamentos. Os aprendizados e as necessidades identificadas ajudam a orientar os próximos passos.

Porque, quando uma expedição termina, outra começa a ser planejada.

Além das expedições médico-cirúrgicas, a EDS também desenvolve iniciativas como Floresta em Movimento, Sorrisos da Floresta e Saúde da Mulher, ampliando o cuidado de acordo com as necessidades dos territórios.

Um movimento que não para

Planejar. Escutar. Chegar. Cuidar.

Há mais de duas décadas, a EDS transforma logística em acesso, tecnologia em cuidado e voluntariado em ação. Seguimos levando saúde a quem vive onde chegar é um desafio.

Porque, para nós:

Servir saúde. Cuidar da vida. Preservar a floresta.

Leve saúde até a floresta

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