Missão reúne profissionais voluntários da área de saúde para atender indígenas na Ilha Michiles (AM)
Os Expedicionários da Saúde (EDS) partem no próximo dia 24 de julho para sua 58ª Expedição na floresta Amazônica. Desta vez os profissionais voluntários da EDS irão atuar durante uma semana na região onde reina a cultura do guaraná e que é famosa pelo ritual da formiga tucandeira. Serão atendidos povos indígenas que habitam a região Ilha Michiles, na Terra Indígena (TI) Andirá Marau, localizada entre os estados de Pará e Amazonas, em especial indígenas do povo Sateré-Mawé que são maioria na TI.
A 58ª Expedição tem como meta realizar cirurgias de média e baixa complexidade, assim como atendimentos de ginecologia, ultrassonografias gerais e exames de laboratório. Também serão realizados atendimentos odontológicos com consultas de avaliação, profilaxias e orientações de higienização bucal, cirurgia oral menor e atendimento a pacientes PNE no centro cirúrgico móvel. O atendimento será realizado tanto para o público adulto quanto infantil.


“Serão dias de muito trabalho, mas também de grande realização. Estas ações são muito importantes se considerarmos a dificuldade de acesso que as populações indígenas têm a atendimentos especializados e, principalmente a cirurgias. Em poucos dias e com procedimentos relativamente simples para nossos profissionais, é possível causar um grande impacto na vida dos guardiões da floresta”, comenta Dr. Ricardo Affonso Ferreira, presidente e fundador da EDS.
Nesta expedição a EDS contará com cerca de 90 profissionais de diversas áreas entre logística, administração, construção, alimentação, comunicação, e claro, de saúde, sempre com o foco na participação de médicos e enfermeiros voluntários que são o coração todas as nossas missões.
Antes da viagem todos os voluntários participaram de uma reunião prévia na qual foram passadas todas as diretrizes, – parte técnica, aspectos sociais e culturais – fortalecendo o bom acolhimento e atendimento médico e sobre o modo ideal de atuar enquanto estão na TI. Além disso, também foi realizada uma palestra com a antropóloga convidada Sônia da Silva Lorenz, sobre a cultura e a história dos Sateré-Mawé.

Lorenz durante reunião dos voluntários na EDS.
Logística e trabalho coletivo
Como em todas as ações da EDS o planejamento começou muito antes da partida com a realização de missões precursoras no primeiro semestre deste ano. Nesta etapa foi feita a triagem na região, identificando quem precisaria de cirurgia e em quais especialidades.
“Estivemos nesta região pela última vez realizando cirurgias há dez anos, em 2016. Agora diversos fatores nos levaram a considerar que era preciso voltar. Após tanto tempo já existem novas demandas de cirurgia, em especial de catarata, a nossa especialidade, pois, como é uma doença que surge com a idade, sempre aparecem novos casos novos”, diz Genário Kanashiro, diretor de operações da EDS.


Foto1: Expedicionários organizam carga para envio aéreo até a TI Andirá Marau. Foto 2: População se une para ajudar nas obras na comunidade. Fotos: EDS/Divulgação
Em 2016, na 35ª Expedição o centro cirúrgico foi montado na Escola Indígena São Pedro, localizada às margens do Rio Andirá, naquela ocasião foram realizados cerca de 1.800 atendimentos médicos e quase 5.000 exames e procedimentos. Já para a 58ª Expedição a equipe da EDS passou meses organizando e contabilizando todos os materiais necessários para os atendimentos, um total de 20 toneladas de equipamentos que começaram o trajeto por terra, água e ar até a Ilha Michiles no fim do mês de junho. Materiais que garantem o funcionamento do Complexo Hospitalar Móvel e de todas as estruturas necessárias para fazer o centro cirúrgico funcionar.

Foto: EDS/ Divulgação
O trabalho dos Expedicionários da Saúde conta com parcerias institucionais, – Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) e do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI Parintins) – de apoiadores locais e da comunidade da TI. Inclusive com a ajuda da população da Ilha Michiles que está atuando nas obras que são necessárias para a realização dos atendimentos, muitas delas ficarão de forma permanente como melhorias para a comunidade. Também contamos com o apoio de doadores, – empresas socialmente responsáveis e pessoas físicas – que contribuem com medicamentos, equipamentos e doações diretas que permitem a atuação da EDS nas terras indígenas.
Em 23 anos de existência a EDS já realizou 57 expedições, mais de 10 mil cirurgias, 70 mil atendimentos e 126 mil exames. Este trabalho já foi reconhecido por diversas instituições, entre elas o Prêmio Zayed de Sustentabilidade 2023, ao qual concorremos junto a 4 mil organizações de 140 países.
Acompanhe nosso trabalho no nosso site eds.org.br e nas redes sociais (@edsbrasil_). Doe e seja voluntário em nossas missões!
O que: 58ª Expedição
Quando: de 20 de julho a 01 de agosto
Onde: Ilha Michiles, TI Andirá Marau (AM/PA)
Contato imprensa: [email protected]